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27
Out

Fala do Presidente Bolsonaro sobre assédio na Caixa causa reações dos empregados

“Não vi nenhum depoimento mais contundente de qualquer mulher. Vi depoimentos de mulheres que sugeriram que isso [assédio] poderia ter acontecido. Está sendo investigado”.

Esta foi a afirmação do Presidente Jair Bolsonaro, em entrevista ao portal Metrópoles, na segunda-feira (24/10), quando foi questionado se acredita que as acusações sobre assédio contra Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa, são verdadeiras.

Para a Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa Econômica Federal – FENAG é intolerável a declaração de Bolsonaro, que minimiza as atitudes do ex-presidente e menospreza o sofrimento das empregadas da Caixa que, em junho deste ano, denunciaram as situações pelas quais foram submetidas, sem consentimento. 

“A minimização do Presidente Bolsonaro ao que aconteceu na Caixa chega a ser cruel e é típico da personalidade dele, que costuma menosprezar as mulheres do nosso país. Ao contrário do que ele diz, o que aconteceu na nossa empresa foi extremamente grave e é o que hoje causa um dos maiores níveis de adoecimento dentro do banco. Graças a estas cinco heroínas, nós tivemos o estancamento momentâneo do que estava acontecendo”, enfatiza o Presidente Condel - FENAG, Antônio Messias Rios Bastos. 

Na quarta-feira (26/11) a Corregedoria da Caixa concluiu o Relatório, em que diz que, ao que tudo aponta, 'práticas irregulares de índole sexual' teriam sido praticadas 'de forma reiterada'. Documento ainda cita que havia uma 'cultura do medo' no banco.

As conclusões foram compartilhadas com o Ministério Público, com a Controladoria-Geral da União e com a Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

O Ministério Público do Trabalho já ajuizou uma ação civil pública pedindo indenizações milionárias à Caixa e ao ex-presidente. A FENAG tem Ação Coletiva de Assédio, ajuizada em 22 de outubro de 2020. 

As vítimas de assédio sexual na Caixa produziram, por meio do escritório de advocacia que as representam, uma nota pública em razão da declaração do Presidente Bolsonaro. 

Em um dos trechos afirmam “ser estarrecedor que para o Mandatário da nação não sejam contundentes atos relatados e atribuídos ao presidente de uma instituição do porte da Caixa, que deveria ter instrumentos de controle e governança eficientes, consistentes em violações profundas aos corpos, às imagens e à intimidade de servidoras do órgão”.

A FENAG é solidária às empregadas e continua em busca de soluções para todos os casos, e para que este tipo de crueldade não volte a acontecer na empresa.

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