Precisamos comunicar nossa causa





João* é gerente geral de uma agência da CAIXA na capital de São Paulo e sempre relata acerca das ações da AGECEF de sua região aos colegas gestores de sua rede. Maria* é gerente de filial em Brasília/DF e sempre convida seus colegas da área-meio fazerem parte do movimento gerencial para fortalecer nossa representatividade. Francisco* é superintendente em uma Superintendência Regional de um município do interior da região norte e associado da AGECEF do seu estado.

Você notou a semelhança entre estes três gestores da CAIXA? Eles se mobilizam pelo movimento gerencial. Cada um, ao seu modo, colabora para dar expressão social à agenda da FENAG e suas AGECEFs. Contudo, eles se limitam a conversar com seus interlocutores diretos (bases da rede e de filiais) sobre o movimento. Não discutem demandas, não criam soluções, tampouco difundem a causa. João* possui uma rede restrita de contatos com quem fala sobre o tema enquanto Maria* e Francisco* possuem dificuldade em encontrar novos multiplicadores.

Para que nossa causa tenha maior alcance nos círculos sociais de João*, Maria* e Francisco*, o principal desafio a superarmos é o da comunicação. Precisamos que este assunto permaneça presente em nossas redes sociais, nas conversas com os colegas de trabalho e eventos sociais da categoria. Manter contato com o tema, ouvir mais pessoas falando a respeito e saber que uma entidade organizada do porte da FENAG reflete e atua sobre nossa causa é um estímulo para os colegas levantarem nossas bandeiras e colaborarem diretamente com a evolução do movimento.

Já imaginou o que ocorreria se esses três associados (entre os milhares de gestores do Brasil todo) soubessem mais e passassem a falar sobre a FENAG? E se explorássemos ainda mais a fundo nossas causas nas pautas de comunicação do movimento? O conhecimento ainda é o maior obstáculo, pois muitos colegas desconhecem nossa agenda. Se nossa causa fosse comunicada por quem está envolvido diretamente na agenda do movimento, seguramente já estaríamos em um nível mais elevado de reflexão, engajamento e mobilização em torno das nossas demandas.

Se conseguimos refletir, também podemos nos unir para construir uma agenda ainda mais impactante, isto é, quanto mais as pautas forem difundidas por Joãos*, Marias* e Franciscos*, destes diálogos com seus times, bases e demais colegas de trabalho, mais nos aproximaremos de realizar as evoluções necessárias.

Então, fecho por aqui com uma importante reflexão: quanto de energia cada um de nós tem concentrado pela causa dos gestores da CAIXA e para comunicar a atuação do nosso movimento gestor?

Quanto mais discutirmos sobre, muito mais ágil nossa agenda será efetiva e nos levará na direção de nossos objetivos.



*Os nomes e locais de trabalho são fictícios para fins de exemplificação no artigo.

Marilde Perin Zarpellon
Diretora de Comunicação, Eventos e Marketing da FENAG